
Esse código não é um defeito em si, é um apontamento do sistema de autodiagnóstico da Daikin, criado para acelerar o trabalho do técnico e evitar que o aparelho seja aberto sem necessidade.
Neste guia você encontra como identificar o código no seu aparelho, o que cada grupo de letras representa, uma tabela completa com os códigos mais comuns e o que fazer em cada situação.
Os códigos de erro Daikin seguem sempre o mesmo formato: uma letra seguida de um número (por exemplo, E7 ou U4). Quando o sistema detecta uma falha, o LED vermelho da unidade evaporadora ou do receptor de sinal fica piscando, indicando que há um código registrado.
Para acessar o código pelo controle remoto:
Se o visor mostrar apenas 00, o aparelho está funcionando normalmente e não há falha registrada.
Antes de acionar a assistência técnica, anote o código exato que aparece no visor. Isso permite ao técnico levar as peças corretas na primeira visita, em vez de precisar diagnosticar o problema no local.
Os códigos de erro Daikin são agrupados de acordo com o componente do sistema que apresentou a falha:
| Grupo de letras | Parte do equipamento |
|---|---|
| A, C | Unidade evaporadora (interna) |
| E, F, H, J | Unidade condensadora (externa) |
| L, P | Placa inverter |
| U | Sistema como um todo (comunicação, alimentação elétrica, refrigerante) |
| UE, MA, MC, M1, M8 | Controles centralizados (usados em instalações comerciais com vários ambientes) |
Quando mais de um erro está presente ao mesmo tempo, a Daikin recomenda resolver primeiro os erros de sistema (grupo U), depois os da condensadora (E, F, H, J), depois os da inverter (L, P) e por último os da evaporadora (A, C). Isso porque uma falha de sistema costuma ser a causa raiz que dispara os outros alertas.
Se você não é o técnico responsável pela instalação, o mais importante nessa etapa é apenas identificar o grupo do código para entender, em linhas gerais, qual parte do aparelho está sendo sinalizada, e então acionar um profissional credenciado para o diagnóstico e o reparo.
A tabela abaixo reúne os códigos mais frequentes em splits residenciais e comerciais Daikin, o que cada um indica e a orientação prática para cada caso.
| Código | O que indica | O que fazer |
|---|---|---|
| 00 | Funcionamento normal, sem falha registrada | Nenhuma ação necessária |
| U0 | Falta de fluido refrigerante (gás) no circuito | Não complete o gás por conta própria. É preciso localizar o vazamento antes de recarregar, ou o problema volta em poucas semanas |
| U2 | Queda de tensão, tensão excessiva ou instabilidade na rede elétrica | Verifique se o circuito do ar-condicionado é exclusivo e se a instalação elétrica está dentro da norma NBR 5410. Instabilidade recorrente indica necessidade de um estabilizador ou revisão elétrica |
| U4 | Falha de comunicação entre a unidade interna e a externa | Geralmente é fiação de sinal solta, oxidada ou rompida entre as unidades. Requer verificação do cabeamento pelo técnico |
| UA | Combinação incompatível entre a unidade interna e a externa | Costuma aparecer após substituição de uma das unidades por um modelo ou capacidade diferente da original. Exige verificação de compatibilidade pelo instalador |
| A1 | Anomalia na placa de circuitos da unidade interna | Pode ser interferência elétrica (ruído na rede) ou defeito real na placa. O técnico precisa testar a placa isoladamente |
| A5 | Atuação do controle de alta pressão (no aquecimento) ou da proteção contra congelamento (no resfriamento) | Verifique primeiro se o filtro de ar está sujo, já que isso é a causa mais comum. Filtro entupido reduz a troca de ar e ativa essa proteção |
| A6 | Motor do ventilador interno travado, sobrecarregado ou com corrente excessiva | Não force o ventilador manualmente. Pode ser acúmulo de poeira no motor ou defeito elétrico, ambos exigem abertura da unidade pelo técnico |
| C4 | Sensor de temperatura do permutador térmico (serpentina) com defeito | O sensor perdeu a leitura correta de temperatura. É substituído pelo técnico, não é reparável |
| C9 | Sensor de temperatura do ar de sucção com defeito | Mesmo caso do C4: é um componente de substituição direta |
| E1 | Defeito na placa de circuitos da unidade externa | Assim como no A1, pode ser ruído elétrico ou falha real do componente |
| E5 | Sobrecarga (O.L, do inglês overload) do compressor inverter | O compressor está sendo exigido além da capacidade segura. Frequentemente ligado à falta de gás ou a sujeira na unidade externa |
| E6 | Falha na partida do compressor | Pode indicar registro de serviço fechado (a válvula que conecta as unidades não foi totalmente aberta na instalação) ou trava mecânica do compressor |
| E7 | Avaria no motor do ventilador da unidade externa | Motor com mau contato elétrico ou desgaste mecânico. Requer inspeção física do motor |
| E8 | Sobrecarga de corrente no compressor inverter | Pode envolver defeito no próprio compressor ou na placa da unidade externa. Diagnóstico exige multímetro e é trabalho de técnico credenciado |
| EA | Erro na válvula de reversão (comutação entre refrigeração e aquecimento) | Comum em modelos que funcionam como quente e frio. A válvula de quatro vias pode estar travada ou com bobina queimada |
| F3 | Temperatura elevada no tubo de descarga da unidade externa | Sinal clássico de baixa carga de refrigerante. Exige teste de estanqueidade (busca de vazamento) antes de qualquer recarga de gás |
| F6 | Pressão anormalmente alta durante o resfriamento | Verifique se a unidade externa está com a saída de ar obstruída (por móveis, vegetação ou sujeira). Se o entorno estiver livre, o problema é interno e precisa de técnico |
| H0 | Falha no sistema de sensores do compressor | Envolve o chicote de fiação interno do compressor ou a placa que interpreta esse sinal |
| H6 | Sistema paralisado por posição incorreta do sensor de detecção do compressor | Costuma surgir logo após manutenção ou troca de compressor mal executada |
| H8 | Falha no sistema de sensor de corrente (CT, sensor de corrente por transformador) | Componente eletrônico de diagnóstico, substituído junto com a placa da unidade externa quando necessário |
| H9 | Sensor de temperatura do ar externo com defeito | Assim como os demais sensores da lista, é um item de substituição direta, não de reparo |
| J3 | Sensor de temperatura do tubo de descarga com defeito | Sensor de leitura, substituído pelo técnico |
| J6 | Sensor de temperatura do permutador térmico (unidade externa) com defeito | Mesmo grupo de falha do C4, só que na unidade externa |
| L3 | Elevação de temperatura na caixa elétrica da unidade externa | Indica curto-circuito ou mau contato gerando calor excessivo nos componentes elétricos. Risco de dano à placa se não for resolvido rápido |
| L4 | Temperatura alta no dissipador de calor do circuito inversor | O dissipador existe para resfriar os componentes de potência. Temperatura alta aqui geralmente aponta para ventilação interna obstruída ou defeito no próprio dissipador |
| L5 | Sobrecorrente instantânea no circuito inversor (corrente contínua) | Pode envolver registro de serviço fechado ou falha interna do compressor. Diagnóstico técnico obrigatório, é uma falha elétrica de risco |
| P4 | Sensor de temperatura do dissipador de calor com defeito | Sensor de leitura ligado ao mesmo sistema do L4, substituído pelo técnico |
Nos casos em que o código aponta para um componente elétrico (L3, L5, U2, H8) ou para o circuito de refrigeração (U0, F3), a recomendação é sempre a mesma: não tente resolver por conta própria. Esses pontos envolvem alta tensão, gás sob pressão ou peças que exigem calibração específica, e o manuseio incorreto pode agravar o dano ou representar risco de segurança.
Em instalações comerciais com vários ambientes controlados por um painel central, existe um grupo específico de códigos:
Esses códigos são praticamente exclusivos de sistemas VRV e instalações comerciais de maior porte, e o ajuste deve ser feito por um técnico com experiência específica nesse tipo de sistema.
Alguns sinais indicam que a situação não pode esperar:
Nesses casos, desligue o disjuntor do ar-condicionado até a visita do técnico, evitando novas tentativas de ligar o aparelho.
A Daikin é uma marca japonesa com quase um século de história em refrigeração e alto desempenho. No Brasil, opera há mais de dez anos com equipe própria em cinco estados, adaptando seus modelos ao clima e às particularidades da instalação elétrica local.
Entre os pontos que diferenciam a marca:
Se o seu ar-condicionado Daikin está exibindo um código de erro, anote o código exato e, com base na tabela acima, identifique se ele está ligado a um sensor (item de substituição simples) ou a um componente elétrico e de refrigeração (que exige atenção imediata de um profissional).
A CentralAr trabalha com mais de dez opções de modelos e potências Daikin, com suporte de técnicos credenciados pela marca. Se precisar de uma nova unidade ou de indicação de assistência técnica autorizada, fale com o nosso time.
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