
Na prática, isso impacta o consumo de energia, o valor da conta de luz, a durabilidade dos equipamentos e até a escolha do modelo ideal para cada ambiente.
Neste artigo, a Central Ar explica de forma simples o que é a nova classificação energética, por que ela foi criada e como usar essa informação para fazer uma compra mais inteligente.
A nova classificação energética é o sistema atualizado do Inmetro para medir a eficiência dos aparelhos de ar-condicionado vendidos no Brasil.
Ela substituiu o antigo índice chamado EER por um modelo mais moderno: o IDRS – Índice de Desempenho de Refrigeração Sazonal.
Esse novo indicador passou a valer a partir de 2023 e avalia o desempenho do aparelho ao longo de diferentes condições de uso, e não apenas em um teste isolado de laboratório.
Em resumo:
o IDRS mostra como o ar-condicionado se comporta no dia a dia, considerando variações de temperatura, carga térmica e funcionamento real.
Antes, a classificação energética era baseada em um único cenário de funcionamento, o que não refletia bem a realidade, principalmente dos aparelhos mais modernos, como os modelos inverter.
Com o IDRS, o Inmetro consegue:
Por isso, muitos equipamentos que antes apareciam como “A” agora precisam atingir padrões mais altos para manter essa classificação.
Com a nova regra:
Isso significa que o selo “A” ficou mais exigente. Nem todo aparelho que era considerado econômico no passado atende aos padrões atuais.
A mudança não aconteceu por acaso. Ela responde a três fatores principais:
O uso de ar-condicionado cresceu muito nos últimos anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas, crescimento urbano e maior acesso aos equipamentos.
Aparelhos inverter, sistemas mais inteligentes e novos gases refrigerantes exigem um método de avaliação mais moderno e justo.
Equipamentos mais eficientes consomem menos energia, reduzem a pressão sobre o sistema elétrico e ajudam a diminuir impactos ambientais no longo prazo.
Sim. A mudança na eficiência energética caminha junto com a transição para gases refrigerantes de menor impacto ambiental.
O Brasil adotou compromissos internacionais para reduzir gradualmente o uso de gases com alto potencial de aquecimento global. Por isso, fabricantes estão investindo em alternativas mais eficientes e sustentáveis, como:
Além de menos agressivos ao meio ambiente, esses gases costumam melhorar o desempenho energético dos aparelhos.
Para o consumidor, a principal mudança é que olhar apenas a letra do selo não é mais suficiente.
Agora, vale prestar atenção em:
Um aparelho classe A com IDRS mais alto tende a consumir menos energia ao longo do tempo, mesmo que o investimento inicial seja um pouco maior.
Depende. Mas, em muitos casos, sim.
Modelos antigos, especialmente os que não são inverter, costumam consumir mais energia para entregar o mesmo nível de conforto. Com as novas regras, a diferença de eficiência entre um aparelho moderno e um antigo ficou ainda mais clara.
Em uso frequente, a economia na conta de luz pode compensar a troca ao longo dos anos.
Algumas recomendações práticas:
A nova classificação energética marca uma mudança importante no setor de climatização. O ar-condicionado deixou de ser apenas um item de conforto e passou a fazer parte das estratégias de economia de energia, sustentabilidade e eficiência a longo prazo.
Para o consumidor, a boa notícia é clara: as regras estão mais rigorosas, a tecnologia está melhor e as informações estão mais transparentes para ajudar na escolha certa.
Na CentralAr, acompanhamos de perto essas mudanças para orientar você a investir em soluções mais eficientes, econômicas e alinhadas com o futuro da climatização.